sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016
sexta-feira, 15 de janeiro de 2016
Piso Salarial do Magistério 2016
Piso salarial dos professores terá 11,36% de reajuste e passará a valer R$ 2.135,64
Quinta-feira, 14 de janeiro de 2016, 19h05
O piso salarial do magistério será reajustado em 11,36%, conforme determina o artigo 5º da Lei nº 11.738, de 16 de julho de 2008. O novo valor será de R$ 2.135,64 e passa a valer a partir deste mês. O novo valor está sendo divulgado a estados e municípios pelo Ministério da Educação nesta quinta-feira, 14, por meio de aviso ministerial.
“A lei tem permitido um crescimento significativo do valor do piso
salarial dos professores”, destacou o ministro da Educação, Aloizio
Mercadante, em entrevista. De 2009 a 2015, o crescimento real do piso
salarial do magistério foi de 46,05%, um percentual acima da inflação.
“Seguramente foi um dos melhores crescimentos salariais entre os pisos
de profissionais”, afirmou.
O piso salarial nacional para os profissionais do magistério público da
educação básica é o valor abaixo do qual a União, os estados, o Distrito
Federal e os municípios não poderão fixar o vencimento inicial das
carreiras do magistério público da educação básica para a formação em
nível médio, na modalidade Normal, com jornada de, no máximo, quarenta
horas semanais. A atualização considerou a variação do valor anual
mínimo nacional por aluno referente aos anos iniciais do ensino
fundamental urbano, definido nacionalmente na Lei no 11.494, de 20 de junho de 2007. A metodologia para o cálculo considera os dois exercícios imediatamente anteriores ao ano em que a atualização deve ocorrer.
Para discutir o alinhamento do investimento salarial para os professores
com a receita dos entes federados, em novembro último, foi instalado o
Fórum Permanente para o Acompanhamento da Atualização Progressiva do
Valor do Piso Salarial Nacional para os Profissionais do Magistério
Público da Educação Básica. O fórum acompanha uma das estratégias da
meta 17 do Plano Nacional de Educação (PNE), que trata do piso.
O fórum tem a participação de representantes do Conselho Nacional de
Secretários de Educação (Consed), da União Nacional dos Dirigentes
Municipais de Educação (Undime), da Confederação Nacional dos
Trabalhadores em Educação (CNTE) e do Ministério da Educação.
O piso salarial do magistério foi criado em cumprimento ao que
estabelece a Constituição Federal, no artigo 60, inciso III, alínea e,
do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias:
“Art. 60. Até o 14º (décimo quarto) ano a partir da promulgação
desta emenda constitucional, os estados, o Distrito Federal e os
municípios destinarão parte dos recursos a que se refere o caput do art.
212 da Constituição Federal à manutenção e desenvolvimento da educação
básica e à remuneração condigna dos trabalhadores da educação,
respeitadas as seguintes disposições:
(...)
III — observadas as garantias estabelecidas nos incisos I, II, III e
IV do caput do art. 208 da Constituição Federal e as metas de
universalização da educação básica estabelecidas no Plano Nacional de
Educação, a lei disporá sobre:
(...)
e) prazo para fixar, em lei específica, piso salarial profissional nacional para os profissionais do magistério público da educação básica; (...).”
(...)
e) prazo para fixar, em lei específica, piso salarial profissional nacional para os profissionais do magistério público da educação básica; (...).”
Esse dispositivo constitucional foi regulamentado pela Lei nº 11.738/2008.
Conforme a legislação vigente, a correção do piso reflete a variação
ocorrida no valor anual mínimo por aluno definido nacionalmente pelo
Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de
Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb).
Assessoria de Comunicação Social
Fonte: http://portal.mec.gov.br/component/content/article?id=33421
quarta-feira, 8 de julho de 2015
A nova regra para a aposentadoria pelo INSS
-
Publicado em Segunda, 22 Junho 2015 17:50
Em 18 de junho, o Governo Federal editou a Medida Provisória 676, que
ratifica a regra 85/95, aprovada na MP 664, para a aposentadoria dos
trabalhadores contratados pelo regime da Consolidação das Leis do
Trabalho (CLT) e que se encontram vinculados ao Instituto Nacional de
Seguridade Social (INSS).
A fórmula 85/95 visa aliviar os efeitos danosos do fator
previdenciário - instituído na reforma neoliberal do Estado brasileiro,
em 1998, pelo então presidente Fernando Henrique Cardoso -, o qual
diminui a aposentadoria dos trabalhadores em até 50%, a depender da
idade e do sexo do segurado. Pela regra 85/95, os trabalhadores filiados
ao Regime Geral de Previdência Social (RGPS) que cumprirem 30 e 35 anos
de contribuição, mulher e homem, e possuírem idade mínima de 55 e 60
anos, respectivamente, estarão livres do fator previdenciário.
Destaca-se, ainda, que pela nova regra a média do tempo para a
concessão da aposentadoria, sem o fator previdenciário, deverá ser
reduzida em aproximadamente três anos e meio.
A CUT e a CNTE consideram um avanço a instituição da regra 85/95,
porém veem com cautela a progressividade introduzida pela MP 676,
podendo a exigência atual chegar ao patamar 95/100, já em 2022. Nesse
novo contexto, a aposentadoria para as mulheres se daria após 30 anos de
contribuição e 60 anos de idade, e, para os homens, após 35 anos de
contribuição e 65 anos de idade.
Assim como a CUT, a CNTE reivindica amplo debate social com
informações públicas dos cálculos financeiros e atuariais, com base nos
quais o Governo alega haver comprometimento no equilíbrio das contas
previdenciárias. Esse método democrático é indispensável para a
aprovação de uma proposta que a sociedade julgue importante para manter o
equilíbrio da Previdência, mas, sobretudo, para promover o bem-estar e o
desenvolvimento inclusivo de nosso povo através dessa importante
política pública.
Outra questão: a CNTE reitera, nesse momento, um problema sensível
desde a época da instituição do fator previdenciário, que diz respeito à
quebra da isonomia entre professores das redes públicas (e privadas)
vinculados aos regimes Geral (CLT) e Próprios de previdência
(Estatutários).
Aos professores estatutários é garantida a redução de cinco anos na
idade e no tempo de contribuição, em relação aos demais servidores
públicos, para fins de aposentadoria (art. 40, § 5º da CF). Já no regime
da CLT, em função de o texto constitucional não vincular a idade ao
tempo de contribuição - coisa que só ocorreu, inadvertidamente, a nosso
ver, com o fator previdenciário -, a aposentadoria especial do/a
professor/a ficou restrita à diminuição em 5 anos do tempo de
contribuição (art. 201, § 8º, CF).
Na prática, quando se compara dois profissionais que atuam numa mesma
escola pública, com formação profissional idêntica, aprovados em
concursos públicos de conteúdo similar, integrantes do mesmo plano de
carreira, percebendo remuneração equiparada durante o exercício da
profissão - porém, contratados sob regimes jurídicos distintos (CLT e
Estatutário) -, quando chegam na aposentadoria, aquele que ingressou via
CLT se aposentará 5 anos mais tarde que o colega estatutário, além de
ficar restrito ao teto do INSS, coisa que só poderá acontecer com o
servidor estatutário caso o ente público contratante opte por instituir o
regime de previdência complementar (art. 40, § 7º da CF).
Neste sentido, para além do debate sobre a progressividade da regra
85/95, instituída na MP 676, a CNTE permanecerá mobilizada, inclusive na
seara jurídica, no sentido de reverter os prejuízos causados pelo fator
previdenciário aos professores das redes públicas contratados pelo
regime da CLT, os quais não deixarão de incidir na regra 85/95 ou em
qualquer outra congênere que mantenha vinculado o tempo de contribuição à
idade do trabalhador “celetista”.
Fonte: http://www.cnte.org.br
terça-feira, 14 de abril de 2015
Dia de Greve Nacional - 30 de abril
Dia 30 de abril: Greve Nacional dos/as trabalhadores da educação básica pública
-
Publicado em Terça, 14 Abril 2015 18:33
Fonte: http://www.cnte.org.br/index.php/comunicacao/noticias/14726-dia-30-de-abril-greve-nacional-dos-as-trabalhadores-da-educacao-basica-publica.html
terça-feira, 24 de março de 2015
É preciso separar o joio do trigo
É preciso separar o joio do trigo
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Publicado em Segunda, 23 Março 2015 14:59

O país atravessa um momento de instabilidade político-institucional
com vários atores e situações corroborando para um cenário preocupante.
Por um lado, o governo reeleito pesou a mão no ajuste fiscal ao
adotar medidas que não correspondem às expectativas de seu eleitorado,
especialmente quanto ao seguro desemprego, às aposentadorias e pensões,
aos financiamentos da casa própria e da universidade – políticas que
necessitam de correções para evitar desvios recorrentes, porém numa
condição de negociação permanente com os atores sociais para não gerar
supressão de direitos.
Por outro, a mídia e os partidos políticos conservadores estimulam a
deterioração do governo perante a sociedade, com atos capitaneados por
grupos de extrema direita e neofascistas que pregam inclusive o golpe
militar.
Na passeata da Avenida Paulista, no último dia 15, estava presente a
esposa do maior banqueiro do Brasil, dizendo lutar pelos direitos de sua
empregada doméstica. Algo no mínimo de mau gosto, diante dos lucros
exorbitantes dos bancos e do arrocho imposto por essas instituições a
seus empregados. Aliás, a própria empregada doméstica em questão não se
encontrava na passeata!
Há na verdade em curso no Brasil uma ampla coalizão de direita para
derrubar o projeto democrático popular, que mesmo com contingências
ampara-se num modelo de desenvolvimento com inclusão social. E os meios
de comunicação são a principal arma da direita no processo de
convencimento popular em torno do golpe de Estado, seja na esfera
política ou judicial.
O momento exige clareza dos movimentos sociais engajados no projeto
de inclusão com geração de emprego e renda. É preciso pressionar o
governo para retomar a pauta dos trabalhadores, ao mesmo tempo em que se
devem combater as tentativas de golpe promovidas por setores
reacionários.
A agenda dos trabalhadores é por escola pública universal,
democrática e de qualidade, por saúde para todos, segurança, moradia e
emprego à população, e jamais podemos pactuar com artimanhas que
coloquem em risco a democracia, em prol de interesses das elites que não
conseguiram retomar o poder pelo voto popular.
Com relação à corrupção, é óbvio que deve ser combatida
diuturnamente. E há que se fazer referência ao fato de nunca o Brasil
ter apurado de forma tão ampla e profunda os casos envolvendo desvios de
recursos públicos. A estrutura institucional avançou nos últimos anos
com a criação da Controladoria Geral da União, com a aprovação da Lei da
Transparência e a que pune corruptos e corruptores, com a condução do
chefe do Ministério Público indicado pela maioria dos seus pares, com a
autonomia investigativa da Polícia Federal, entre outras medidas.
Tal como ocorreu no dia 13 de março, no ato da CUT, a CNTE e seus
sindicatos continuarão mobilizados em defesa da democracia, do combate à
corrupção e da Petrobras, para que as riquezas do petróleo sejam
investidas no bem estar do povo brasileiro.
Troca de Ministro da Educação – a saída do ministro Cid Gomes foi
mais um episódio do acirramento em torno do projeto de sociedade que se
tenta derrubar no país. A CNTE, tendo em vista seu compromisso com o
aprofundamento das políticas de inclusão social e de universalização da
escola pública de qualidade, espera que a presidenta Dilma indique um
novo ministro comprometido com demandas socioeducacionais do país, as
quais se pautam fundamentalmente na implementação do novo Plano Nacional
de Educação, à luz da consolidação do Sistema Nacional de Educação,
amparado pelo regime de cooperação institucional entre os entes
federados.
Fonte: http://www.cnte.org.br/index.php/comunicacao/noticias/14626-e-preciso-separar-o-joio-do-trigo.html
terça-feira, 10 de março de 2015
CNE apresenta análise de conjuntura e discute Piso Salarial, Carreira e Custo Aluno Qualidade
CNE apresenta análise de conjuntura e discute Piso Salarial, Carreira e Custo Aluno Qualidade
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Publicado em Quinta, 26 Fevereiro 2015 20:08

Na tarde desta quinta-feira (26), o Conselho Nacional de Entidades (CNE) da CNTE, que reuniu mais de 100 representantes de 48 entidades e 32 membros da direção, ouviu o diretor técnico do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) Clemente Ganz Lucio, que apresentou uma análise da atual conjuntura econômica do país. Em seguida, o vice-presidente da CNTE Milton Canuto debateu sobre o grupo de trabalho interno que analisa piso, carreira e custo aluno qualidade para propor um projeto da CNTE sobre financiamento da educação.
Na avaliação de Clemente Ganz Lúcio, o grande desafio é promover o crescimento econômico: “Existem restrições externas e internas, e o crescimento da economia brasileira está com sérias dificuldades. É necessário que o estado brasileiro, por meio do governo, mobilize a capacidade produtiva, sustente o emprego e a remuneração dos trabalhadores, e possa desenvolver estratégia de desenvolvimento industrial. Sem crescimento econômico dificilmente o brasil conseguirá manter todas as políticas sociais”.
Para o técnico do Dieese, os sindicatos
tem um importante papel na divulgação dessas informações: “A população
precisa ser informada porque o debate público feito pela grande mídia
desinforma mais do que informa. Muitas vezes ela atua com posicionamento
ideológico não explicitando isso pra sociedade, transformando posição
política em análise neutra”, ressalta. Clemente Lúcio também destacou
que existem escolhas que não são simples de serem realizadas na
sociedade: “Se o Estado quer sustentar o crescimento, vai ter que tirar
mais dos mais ricos, e fazer transferência de renda, e isso não é feito
sem muito debate político, sem algum tipo de enfrentamento com padrões
de renda e riqueza que precisam ser alterados”, explica.
O vice-presidente da CNTE Milton Canuto apresentou informações sobre o grupo de trabalho instituído na Confederação e que analisa o financiamento da educação: “O primeiro desafio deste grupo já foi concluído, que era o de fazer a apuração real do Fundeb do ano de 2014, sua projeção para 2015 e com isso obter os elementos de reajuste do piso salarial profissional do magistério existente hoje”, destaca.
Milton Canuto relatou que o próximo passo do grupo de trabalho é tratar dos elementos de construção do piso salarial profissional para todos os trabalhadores em educação, estabelecer as diretrizes de carreira e conceituar, na visão do CNTE, o que é o custo aluno qualidade, que trata do financiamento global tanto para financiar o piso salarial quanto a carreira. A previsão é que até outubro a CNTE tenha um projeto definido sobre Piso, Carreira e Custo Aluno Qualidade. A primeira proposta deve ser apresentada no próximo Conselho Nacional de Entidades, possivelmente no mês de maio.
Fonte: http://www.cnte.org.br/index.php/comunicacao/noticias/14492-cne-apresenta-analise-de-conjuntura-e-discute-piso-salarial-carreira-e-custo-aluno-qualidade.html
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